Pele de Bundinha de Neném

Os reais benefícios do pé de galinha 



  A partir dos 25 anos, a produção de colágeno é reduzida progressivamente. Esse processo acontece pela combinação do envelhecimento intrínseco (cronológico) e o extrínseco (relacionado principalmente à exposição solar, tabagismo, hormônios, doenças crônicas, dieta, poluição).

Mas alguns alimentos, ricos em colágeno, como o mocotó e o pé da galinha podem contribuir para a saúde da pele. "O colágeno traz benefícios à pele desde que consumido por uma pessoa que tem aporte proteico adequado. Caso contrário, será utilizado para outras funções prioritárias à vida", explica a nutróloga Marcella Garcez.

O colágeno é uma proteína de baixo valor biológico que tem apenas três aminoácidos, portanto não pode substituir uma proteína que tem todos os aminoácidos essenciais (nove, no total).

Benefícios dos pés de galinha

Apesar da cautela com relação ao colágeno, o pé de galinha é um alimento nutritivo que contém alto teor de proteínas, vitaminas e minerais.

"Suas proteínas são compostas prioritariamente de tecidos conjuntivos feitos de colágeno, ossos, pele, cartilagens e tendões, portanto o consumo dessa parte do frango tem benefícios muito particulares", aponta Garcez.

O consumo de frango, no geral, é bastante benéfico. A cartilagem do osso do frango, por exemplo, possui alto teor de proteína (90%), sendo 35% de colágeno, e baixo teor de lipídeos (2%).

Para Garcez, os pés de frango podem ser uma alternativa barata de proteína, mas precisam ser consumidos alternados com outras fontes.

Cada porção de 100 g de pé de galinha tem 215 calorias, constituindo-se assim em um alimento calórico —contém mais de 1 caloria por grama.

"Portanto deve ser consumido com moderação, cozido ou assado, por quem precisa controlar a ingestão de calorias, para evitar o ganho de peso", diz a especialista.

Outra característica é a quantidade de colesterol. Cada 100 g de pé de galinha tem 84 mg de colesterol, quando o limite máximo diário de consumo para o colesterol é de 300 mg.


Fontes: Ana Rita Ribeiro de Araújo Cordeiro, doutora em ciência e tecnologia de alimentos, pesquisadora do Departamento de Engenharia de Alimentos, Centro de Tecnologia, Universidade Federal da Paraíba; Lilia Ramos dos Santos Guadanhim, médica dermatologista, colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Escola Paulista de Medicina - Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia; Marcella Garcez, médica nutróloga e professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.


*Com informações de reportagem publicada em 15/03/2024






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